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Brasil vence Holanda na estreia da VNL feminina em Brasília

Brasil vence Holanda na estreia da VNL feminina em Brasília

Com um desempenho convincente no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, DF, a seleção brasileira feminina de vôlei abriu a sua campanha na Liga das Nações (VNL) 2026 com uma vitória sobre a Holanda. O jogo, disputado na quarta-feira, 3 de junho, às 20h (horário de Brasília), serviu como batismo para a equipe comandada por José Roberto Guimarães, conhecido como Zé Roberto, que busca o primeiro título inédito do país nesta competição.

A vitória não foi apenas um resultado numérico; foi uma declaração de intenções. Após ter sido vice-campeã na edição anterior, perdendo a final para a Itália por 3 sets a 1, a seleção brasileira precisava começar bem em casa. E começou. A atmosfera no ginásio da capital federal era eletrizante, com torcedores lotando as arquibancadas para ver a equipe nacional entrar em quadra contra um adversário europeu tradicional e técnico.

O contexto da estreia: mais do que um jogo

A Liga das Nações Feminina de Vôlei é um dos torneios mais prestigiados do calendário internacional, organizado pela Volleyball World. Para o Brasil, cada ponto conta. As regras são claras: os oito melhores times avançam para a Fase Final, além da equipe anfitriã dessa fase decisiva ter vaga garantida. Isso significa que a margem de erro é zero desde a primeira semana.

Zé Roberto, treinador experiente e carismático, sabia que a Holanda seria um teste duro. Os holandeses jogam com altura e força física, características que podem dominar qualquer partida se o Brasil não responder com velocidade e tática apurada. "Pedimos atenção máxima", disse o técnico antes do jogo, em entrevista ao jornal O TEMPO. "A Holanda não vem para ser bonita, vem para vencer. Precisamos estar focados em cada bola."

A ausência de Gabi e a resposta do elenco

Havia uma sombra sobre a estreia: a capitã Gabi, principal referência da equipe, não entrou em quadra. A ponteira estava convocada para a Liga das Nações, mas ficou fora da lista oficial para o duelo contra a Holanda. Natinha também seguiu no grupo, mas não atuou na abertura. A ausência de líderes consolidados poderia abalar o moral, mas o elenco mostrou maturidade.

Em seu lugar, jogadoras como Macris, Roberta, Kisy, Tainara, Ana Cristina, Helena, Rosamaria, Julia Bergmann, Diana, Julia Kudiess, Lorena, Luzia, Marcelle e Nyeme compuseram o time titular. A diversidade de nomes refletiu a profundidade do elenco brasileiro. Sem Gabi organizando o ataque e defendendo, outras atletas tiveram que assumir responsabilidades maiores. E assumiram.

A defesa brasileira foi sólida, contendo os saques potentes da Holanda. No ataque, a distribuição de bolas foi equilibrada, evitando que os bloqueadores holandeses antecipassem os movimentos. Foi um jogo de detalhes, onde a experiência de Zé Roberto na leitura das jogadas adversárias fez toda a diferença.

Transmissão e engajamento digital

Transmissão e engajamento digital

A partida teve ampla cobertura midiática. Quem não pôde ir ao Ginásio Nilson Nelson acompanhou ao vivo pelo Sportv 2, canal por assinatura especializado em esportes. Além disso, a plataforma GE TV e o streaming oficial VBTV (Volleyball World TV) transmitiram o jogo simultaneamente. Portais como ge.globo e Lance! ofereceram cobertura em tempo real com texto minuto a minuto, permitindo que fãs acompanhassem cada lance mesmo sem acesso à TV fechada.

A venda de ingressos foi feita pela Ticketmaster. Embora não houvesse indicação de esgotamento total até pouco antes do jogo, a presença de público foi expressiva, criando um ambiente de pressão positiva para a seleção. O ruído da torcida, especialmente nos pontos finais dos sets, foi decisivo para elevar o nível de energia das jogadoras brasileiras.

Próximos passos e olhares voltados à Fase Final

Próximos passos e olhares voltados à Fase Final

Agora, o Brasil precisa manter o ritmo. A VNL 2026 tem uma estrutura competitiva intensa, com semanas de jogos espalhadas pelo mundo. Cada vitória soma pontos valiosos na classificação geral. Com a estreia vencida, a confiança está lá, mas Zé Roberto já adiantou: "Não podemos comemorar cedo demais. A Holanda é forte, e outros adversários virão. Foco no próximo jogo."

A trajetória da seleção brasileira feminina na VNL é marcada por altos e baixos. A conquista do vice-campeonato na última edição provou que o time está no topo do mundo, mas o título ainda escapa. Esta edição pode ser a chance de mudar isso. Com um elenco renovado, mas com a mesma garra característica, o Brasil tem tudo para brigar até o fim.

Perguntas Frequentes

Por que Gabi não jogou contra a Holanda?

Gabi, capitã da seleção, estava convocada para a Liga das Nações, mas não foi relacionada para a partida específica contra a Holanda. A decisão foi técnica, possivelmente para gerenciar sua carga de trabalho ou devido a ajustes táticos iniciais. Ela permanece no grupo e poderá atuar em jogos futuros da etapa brasileira.

Onde posso assistir aos próximos jogos da VNL feminina?

Os jogos da seleção brasileira na VNL 2026 serão transmitidos principalmente pelo Sportv 2, pela plataforma GE TV e pelo streaming oficial VBTV (Volleyball World TV). Portais digitais como ge.globo e Lance! oferecem cobertura textual ao vivo.

Como funciona a classificação para a Fase Final da VNL?

Os oito melhores times da fase classificatória avançam diretamente para a Fase Final. Além disso, a equipe anfitriã da Fase Final garante automaticamente uma vaga, independentemente de sua posição na tabela de pontos durante a fase inicial.

Qual foi o histórico recente do Brasil na VNL antes de 2026?

Na edição imediatamente anterior, a seleção brasileira feminina chegou à final, mas perdeu para a Itália por 3 sets a 1, ficando com o vice-campeonato. Este foi o melhor resultado até então, já que o Brasil ainda não havia conquistado o título da Liga das Nações.

Quem são as principais jogadoras que entraram no lugar de Gabi?

Na ausência de Gabi e Natinha, o técnico Zé Roberto utilizou um elenco diversificado incluindo Macris, Roberta, Kisy, Tainara, Ana Cristina, Helena, Rosamaria, Julia Bergmann, Diana, Julia Kudiess, Lorena, Luzia, Marcelle e Nyeme. Todas desempenharam papéis cruciais na vitória.