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Alan Patrick enfrenta pior jejum de gols da temporada e Inter luta por sobrevivência contra Ceará

Alan Patrick enfrenta pior jejum de gols da temporada e Inter luta por sobrevivência contra Ceará

Com o Inter prestes a cair para a Série B, tudo depende de um único número: 10. O capitão Alan Patrick da Silva Ferreira, de 30 anos, vive o pior jejum de gols da sua carreira — cinco jogos sem marcar, dez sem ajudar. E isso não é só um problema técnico. É uma ameaça à sobrevivência do clube. O último gol do camisa 10 veio em 4 de outubro, contra o Botafogo, no Beira-Rio. Desde então, o silêncio. Nada de gols. Nada de assistências. E o time, que já viveu tempos de glória, agora respira com dificuldade na zona de rebaixamento.

Um jogador que ainda é o maior responsável pelos gols do Inter

Mesmo com o jejum, Alan Patrick continua sendo o artilheiro do Sport Club Internacional em 2025: 19 gols e 12 assistências em 45 jogos, 44 como titular. Isso significa que ele participou de quase um terço de todos os gols do time — 31 no total. Enquanto isso, Vitinho e Yony González Borré, seus principais companheiros, somam apenas 11 participações cada. A diferença é gritante. Ele não é só o líder ofensivo. É o único que ainda consegue criar algo do nada.

Na última rodada, antes da pausa da FIFA, o Inter empatou em 2 a 2 com o Bahia, no Beira-Rio. Patrick teve chances claras. Um chute cruzado na área, um pênalti desperdiçado, um cabeceio que passou perto. O técnico Ramón Díaz o colocou de novo na ponta — posição que ele conhece bem, antes de virar falso 9. O desempenho melhorou, mas não o suficiente. "Ele está mais ativo, mais ligado ao jogo", disse Díaz após o empate. "Mas precisamos dele no fundo da rede. Não no lado do campo."

Rebaixamento? O fantasma que assombra Porto Alegre

O Inter está na 17ª posição, com 41 pontos, apenas dois acima da zona de rebaixamento. A cada jogo que passa sem vitória, a pressão aumenta. E a pressão, agora, tem nome: Alan Patrick. Ele não é só o artilheiro. É o líder. O coração do time. O jogador que os torcedores olham quando tudo parece perdido. E ele sabe disso. Em entrevista à Revista Colorado, ele disse: "Não vou deixar o Inter cair. Não agora. Não depois de tudo que vivemos juntos."

Ele ainda está atrás de Miguel Ángel Borja Vegetti, do Vasco, por sete gols na artilharia da Série A. Mas o que importa agora não é o título de artilheiro. É a permanência. O time precisa de três vitórias nas quatro últimas rodadas para se manter com segurança. E a primeira delas é contra o Ceará Sporting Club.

Viagem antecipada e um novo foco em Fortaleza

Viagem antecipada e um novo foco em Fortaleza

O Inter mudou os planos. Em vez de viajar na véspera, a delegação chegou dois dias antes ao Castelão, em Fortaleza. A ideia é se adaptar ao clima, ao horário — o jogo é às 21h30 (UTC-3) — e ao ritmo. O técnico Díaz quer que o time entre em campo com energia, sem cansaço. E quer que Patrick entre com fome.

Na última temporada, Patrick marcou no Castelão. Foi em abril, em uma vitória por 3 a 1. Ele fez o primeiro gol, de pênalti. Os torcedores do Ceará ainda lembram. E agora, ele vai voltar — não como um jogador qualquer, mas como o último hope do Inter. "Se ele marcar, a equipe respira", disse um analista da GE Globo. "Se não marcar, a pressão vai para o técnico, para a diretoria, para todo o elenco."

Um passado de glória, um presente de incerteza

Lembre-se: em janeiro, Alan Patrick era o herói do Gaúcho. Ele deu o corner que levou Victor Gabriel a marcar o gol do título. Ele cobrou faltas que deram medo a todo o Rio Grande do Sul. Ele era o nome que aparecia nas manchetes. Agora, as manchetes falam de rebaixamento. A mudança de treinador, de tática, de ritmo — tudo isso pesa. Mas o que pesa mais é o silêncio.

Ele não foi à última treino da sexta-feira. A diretoria disse que foi "por precaução", mas ninguém acredita em desculpas. Os torcedores já estão com os olhos na tabela. E no número 10. "Ele precisa resolver isso agora. Não amanhã. Hoje", disse um torcedor de 52 anos, que foi ao Beira-Rio desde os anos 90. "Se ele não fizer gol contra o Ceará, eu não vou ao próximo jogo." O que está em jogo? Mais do que um jogo

O que está em jogo? Mais do que um jogo

O confronto contra o Ceará, marcado para 20 de novembro de 2025, não é só mais um jogo da Série A. É um teste de sobrevivência. Se o Inter vencer, a esperança renasce. Se empatar, a pressão aumenta. Se perder, a queda se torna quase certa. E Alan Patrick, que já foi considerado para a seleção brasileira por Carlo Ancelotti, agora precisa provar que ainda tem o que é preciso para salvar um clube.

Ele não está sozinho. Mas é o único que pode mudar tudo com um toque. Um chute. Um passe. Um gol. A torcida espera. O time espera. E o tempo está acabando.

Frequently Asked Questions

Por que o jejum de gols de Alan Patrick é tão crítico para o Inter?

Porque ele é responsável por 31 dos 88 gols do Inter em 2025 — quase um terço de todos os gols da equipe. Sem ele, o time perde sua principal arma ofensiva. Vitinho e Borré, os próximos artilheiros, somam apenas 11 participações cada. O time vive de criação individual, e Patrick é o único com consistência para gerar chances decisivas.

Como o técnico Ramón Díaz está tentando reativar Alan Patrick?

Díaz o reposicionou da função de falso 9 para a ponta direita, onde ele tem mais espaço para correr e receber bolas profundas. Isso melhorou sua ligação com os laterais e aumentou suas entradas na área, mas ainda não resultou em gols. O treinador acredita que o retorno ao seu lugar natural pode liberar sua capacidade de finalização, mas o timing é crucial.

O que acontece se o Inter perder para o Ceará?

Se perder, o Inter cairá para a 18ª posição, a apenas um ponto da zona de rebaixamento, com apenas três jogos restantes. A diferença de saldo de gols já é negativa, e a confiança do elenco está abalada. A diretoria já começou a planejar uma reformulação para 2026, e a saída de Alan Patrick se torna um cenário real, mesmo que ele seja ídolo.

Alan Patrick ainda tem chances de ser convocado para a seleção brasileira?

Ainda tem, mas é cada vez mais difícil. Carlo Ancelotti o incluiu na lista preliminar em outubro, mas a falta de gols desde então o tirou da conta. Para voltar a ser considerado, ele precisa marcar pelo menos dois gols nas próximas duas rodadas. Sem isso, o nome dele será esquecido até a próxima convocação, em 2026.

Qual é a importância do jogo no Castelão para o Ceará?

Para o Ceará, é uma oportunidade de se afastar da zona de rebaixamento e se aproximar da briga por vaga na Copa Sudamericana. Com 39 pontos, o time está em 16º e precisa de pontos para garantir segurança. Além disso, vencer o Inter, time em crise, seria um grande golpe psicológico e um sinal de que o time está se reerguendo após a saída do técnico Fábio Carille.

O que mudou na carreira de Alan Patrick desde o início da temporada?

No início da temporada, ele era o líder absoluto do Inter, com gols de falta, jogadas individuais e liderança no campo. Mas a pressão por resultados, a troca de técnico e a intensidade das partidas o deixaram mais tímido. Ele passou a tentar fazer tudo sozinho, em vez de confiar nos companheiros. A perda de confiança foi lenta, mas agora é visível — e perigosa.

14 Comentários

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    Vitor Ferreira

    novembro 26, 2025 AT 09:36
    Alan Patrick ta perdendo a cabeça e o time ta junto dele. Se ele não marcar no Castelão, o Inter ta morto. Ponto final. Ninguém mais aguenta esse silêncio. O cara ta jogando como se tivesse medo da bola. E isso é pior que falta de técnica.
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    Alessandra Souza

    novembro 28, 2025 AT 03:26
    O fenômeno da desintegração ofensiva do Inter é, sem sombra de dúvida, um sintoma estrutural de um modelo de jogo obsoleto. Patrick, apesar de sua estatística aparentemente robusta, opera em um sistema que não o suporta mais: a transição entre falso 9 e ponta direita é incoerente com sua biomecânica de finalização, e a pressão psicológica exacerba sua dissonância cognitiva. Sem uma reestruturação tática radical, o clube caminha para o abismo com os olhos vendados.
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    João Paulo Oliveira Alves

    novembro 29, 2025 AT 20:25
    Eles querem culpar o Alan Patrick, mas quem é o verdadeiro culpado? A diretoria que botou esse técnico francês que nem sabe o que é futebol brasileiro. O cara não entende o Beira-Rio. O Inter não precisa de um filósofo do futebol, precisa de um líder que saiba o que é sofrimento. Eles estão entregando o clube para os estrangeiros e agora querem que o nosso herói salve tudo sozinho? Nunca.
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    Adrielle Saldanha

    novembro 30, 2025 AT 13:55
    Se o Alan Patrick não marcar, o técnico vai ser demitido. Se ele marcar, vão dizer que foi sorte. Se o Inter sobreviver, vão esquecer tudo. Se cair, vão dizer que ele era o único problema. É sempre o mesmo jogo. Ninguém assume responsabilidade. Só aponta o dedo. E o pior? Todo mundo sabe disso. Mas ninguém faz nada.
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    valdirez bernardo

    dezembro 1, 2025 AT 22:48
    O cara tem 19 gols e 12 assistências e vocês estão falando que ele tá ruim? Pensa um pouco. Vitinho e Borré juntos têm menos que ele sozinho. Se o time tá perdendo, é porque os outros não estão ajudando. Ele não é o único que precisa acordar. O resto do time tá dormindo, e o Patrick tá tentando acordar todo mundo com os pés. Mas não dá pra fazer tudo.
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    Andreza Nogueira

    dezembro 3, 2025 AT 17:34
    Essa história de herói é mentira. Ele é um jogador que vive de momentos. Quando o time tá bom, ele brilha. Quando tá ruim, ele some. E agora que o clube ta no fundo do poço, ele não tá conseguindo mais. Isso não é falta de sorte. É falta de qualidade. Se ele não marcar, o time cai. E se cair, que ele vá com o clube. Não adianta ficar falando de emoção. Futebol é resultado.
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    Joseph Streit

    dezembro 5, 2025 AT 08:42
    Vamos ver o que o técnico tá fazendo direito: ele mudou a posição dele pra ponta, tá dando mais espaço, tá pedindo mais movimentação. Isso é evolução. O problema não é o jogador, é o timing. Ele tá num momento de baixa, mas o trabalho tá sendo feito. O gol vai vir. E quando vier, vai ser o início de uma virada. Não desanime. O time ainda tem chances. Ainda tem fome. E o Alan Patrick ainda tem coração.
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    Nat Stat

    dezembro 6, 2025 AT 02:53
    o inter ta no fundo do poço e ninguem ta vendo q o alan patrick ta cansado. ele ta jogando com o peso do mundo nas costas. e o pior? ninguem ta ajudando. os outros jogadores ta esperando ele fazer tudo. isso nao e futebol. isso e suicidio coletivo.
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    Celso Jacinto Biboso

    dezembro 6, 2025 AT 18:54
    Se o Alan Patrick marcar, o time sobrevive. Se ele não marcar, o técnico é demitido. Se ele marcar e o time empatar, vão dizer que foi sorte. Se ele não marcar e o time perder, vão dizer que ele era o único problema. Mas se o time vencer e ele não marcar? Vão esquecer que ele jogou. É sempre assim. O herói só é herói quando faz gol. O resto é lixo.
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    Angelique Rocha

    dezembro 7, 2025 AT 07:48
    Tem dias que a gente só quer que o time ganhe. Não importa quem faz o gol. Mas agora... é diferente. Agora é como se o Alan Patrick carregasse a alma do clube. E isso é pesado demais pra um homem. Ele não é um deus. É um jogador. Um pai. Um cara que ama esse clube. Talvez o que ele precise não seja mais um chute. Mas um abraço.
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    Fabiano Seixas Fernandes

    dezembro 8, 2025 AT 11:42
    A vida é um ciclo. O Inter viveu a glória, agora vive o caos. Alan Patrick é o espelho disso. Ele foi o símbolo da ascensão, agora é o símbolo da queda. Mas será que a queda é dele? Ou será que o clube, todo ele, se esqueceu de quem ele é? A gente não perde um jogador. A gente perde a memória. E aí, quando o gol não vem, a gente se esquece que ele já fez mil. E que ainda pode fazer mais.
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    Vitor Rafael Nascimento

    dezembro 10, 2025 AT 08:39
    A estatística é enganosa. 19 gols em 45 jogos? Isso é 0,42 por jogo. O que significa que, em média, ele marca a cada dois jogos. Mas quando o time precisa de um gol, ele não está lá. E isso é o problema. Não é a quantidade. É a qualidade do momento. Ele não está no lugar certo na hora certa. E isso é pior do que não marcar. É não estar presente. E o futebol moderno não perdoa ausências.
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    Leonardo Oliveira

    dezembro 12, 2025 AT 06:02
    O Ceará tá jogando por sobrevivência também. Mas eles não têm um símbolo como o Alan Patrick. Eles têm um time. O Inter tem um homem. E isso é perigoso. Porque quando esse homem erra, o time inteiro erra. Mas quando ele acerta? Tudo muda. A torcida respira. O elenco se levanta. O técnico respira. É isso que tá em jogo. Não é só um jogo. É um homem tentando salvar o que ele ama. E isso, por mais simples que pareça, é o mais difícil de tudo.
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    Jaque Salles

    dezembro 12, 2025 AT 12:36
    Se ele marcar, eu vou ao jogo. Se ele não marcar, eu vou mesmo assim. Porque o Inter é mais que um resultado. É mais que um jogador. É a minha infância. É o meu pai. É o meu domingo. Não vou deixar ele cair só porque um cara tá com um jejum. A gente ama ele mesmo quando ele não marca. Mas agora... eu vou torcer com tudo. Porque ele merece.

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